A percepção docente sobre conceitos, políticas e práticas inclusivas: um estudo de caso no Brasil

Eladio Sebastian-Heredero, Alexandra Ayach Anache

Resumo


A educação inclusiva continua sendo um desafio e uma meta a ser alcançada em benefício da educação para todos, dentro da escola regular e do atendimento aos alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, sejam estes estudantes da educação especial ou não. Neste texto, apresenta-se um estudo de caso, de cunho qualitativo, realizado com 51 professores de escolas públicas do Mato Grosso do Sul, relacionado às suas percepções sobre conceitos, políticas e práticas inclusivas. Assim, os resultados apontam que, embora muitos docentes tenham os conceitos adquiridos, as sensações de descrédito, de falta de apoios e recursos ou de organização trazem implicações em suas construções sobre o tema. Estes elementos importantes configuram para esta amostra uma diferente forma de abordagem da inclusão que se divide entre ações e práticas educativas inclusivas e falta de respostas adequadas derivadas dessa construção de conceitos.

Palavras-chave


Educação inclusiva; Práticas educativas inclusivas; Políticas públicas inclusivas; Percepção docente.

Texto completo:

PDF PDF (English)

Referências


AINSCOW, M.; MILES, S. Desarrollando sistemas de educación inclusiva. Cómo podemos hacer progressar las políticas de educación? In: Giné, C. (Coord.). La educación inclusiva. De la exclusión a la plena participación de todo el alumnado. Barcelona: Horsori Editorial, S.L. 2013. p. 23-45.

ARNAIZ-SÁNCHEZ, P. A Educação Inclusiva: um meio de construir escolas para todos no século XXI. Revista da Educação Especial. Secretaria da Educação Especial. Brasília, v. 1, n. 1, p. 7-18, 14 out. 2005.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70. 2006.

BOOTH, T.; AINSCOW, M. Index for inclusion developing learning and participation in schools. 9. ed. Bristol: Centre for Studies on Inclusive Education. 2011.

BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996.

BRASIL. Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 08 jul, 2015.

BRASIL. Declaração de Salamanca. MEC, Brasília, 1994. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf. Acesso em: 2 dez. 2019.

BUENO, J. G. S. A inclusão de estudantes deficientes nas classes comuns do ensino regular. Temas sobre Desenvolvimento, v. 9, n. 54, p. 21-27, 2001.

BUENO, J. G. S. As políticas de inclusão escolar: uma prerrogativa da Educação Especial? In: Bueno, J. G. S.; Mendes, G. M. L.; Santos, R. A. (Org.). Deficiência e escolarização: novas perspectivas de análise. Araraquara: Junqueira e Marin. 2008. p. 43-63.

CENTER FOR APPLIED SPECIAL TECHONOLOGY (CAST). Universal Design for Learning: theory and practice. Wakefield, MA: Cast, 2014. Disponível em: http://udltheorypractice.cast.org. Acesso em: 1 fev. 2020.

COLL, C.; PALACIOS, J.; MARCHESI, A. (Org.). Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

GIMENO SACRISTÁN, J. Poderes instáveis em Educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

ORGANIZACIÓN DE ESTADOS IBEROAMERICANOS (OEI). Guía para la reflexión y valoración de prácticas inclusivas. 2009. Disponível em: http://www.oei.es/inclusivamapfre/Guia.pdf. Acesso em: 1 fev. 2020.

PIMENTA, S. G. Para uma ressignificação da didática – Ciências da Educação, Pedagógica e Didática (uma revisão conceitual e síntese provisória). In: PIMENTA, S. G. (Org.) Didática e formação de professores: percursos e perspectivas no Brasil e em Portugal. São Paulo: Cortez, 1997. p. 17-30.

RODRIGUES, D. Dez ideias (mal)feitas sobre a educação inclusiva. In: RODRIGUES, D. (Org.). Inclusão e educação: doze olhares sobre a educação inclusiva. São Paulo: Summus, 2006, p. 299-318.

ROSA, D. F.; POSSA, L. B.; IOP, C. A. S. Boas práticas inclusivas: uma análise dos indicadores que transformam essas em bons experimentos inclusivos. Journal of Research in Special Educational Needs. v. 16, p. 280-284, 2016.

ROSSATO, M.; MATOS, J. F.; PAULA, R. M. de. A subjetividade do professor e sua expressão nas ações e relações pedagógicas. Educ. rev., Belo Horizonte , v. 34, e169376, 2018. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-46982018000100105&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 26 fev. 2020.

SAVIANI, D. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. 11. ed. Campinas: Autores Associados. 2011.

SEBASTIÁN-HEREDERO, E. A escola inclusiva e estratégias para fazer frente a ela: as adaptações curriculares. Acta Scientiarum. Education, v. 32, n. 2, p. 193-208, 2010. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciEduc/article/view/9772. Acesso em: 12 dez. 2019.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

ZARIFIAN, P. Objetivo competência: por uma nova lógica. São Paulo: Atlas, 2001.




DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v15iesp.1.13514



Direitos autorais 2020 Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação

 

Rev. Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN: 1982-5587

DOI Prefix: 10.21723/riaee

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.