Gestão e autonomia no currículo de educação física: caminhos para a desconstrução da imagem de “jogadores de bola”

Allana Glauco da Silva, Mônica Pereira dos Santos, Manoella Senna

Resumo


Neste artigo, de caráter ensaístico, realizamos um estudo bibliográfico sobre nossas três palavras-chave nas plataformas acadêmicas Scielo e ERIC, bem como um estudo exploratório sobre o currículo de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com o objetivo de levantar se as temáticas gestão, autonomia e currículo estão contempladas em sua grade. Partimos da premissa de que a presença destas preocupações na formação inicial de licenciados em Educação Física pode contribuir para minimizar a imagem (negativa) do senso comum sobre educadores físicos como meros “jogadores de bola”. Isto porque, conforme a concepção curricular de formação inicial, tais prerrogativas, quando presentes na grade, poderiam ajudar a formar profissionais que não se preocupem apenas com a parte técnica e competitiva da educação física, mas com esta matéria como um campo de saber em si mesmo que pode, por sua vez, contribuir para a formação de profissionais éticos e politizados, mobilizados pela defesa de direitos humanos e do bem comum. Os resultados apontaram a ausência das temáticas na grade curricular do curso, assim como uma baixa quantidade na pesquisa bibliográfica o que, para nós, pode ser um dos indicativos da imagem negativa destes profissionais no senso comum.

Palavras-chave


Educação física; Gestão; Autonomia; Currículo.

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DOI: https://doi.org/10.22633/rpge.v23iesp.1.13021



Rev. on line de Política e Gestão Educacional, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN: 1519-9029

DOI prefix: 10.22633/rpge

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