O que representa a atenção para a epistemologia da aprendizagem na contemporaneidade? – a percepção docente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.unesp.v13.iesp3.dez.2018.10928

Palavras-chave:

Atenção, Motivação, Ensino fundamental, Percepção docente.

Resumo

O artigo resulta de pesquisa[1]de campo com o objetivo de identificar e interpretar fatores interferentes nos processos atencionais em estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental e seu impacto na aprendizagem escolar no contexto contemporâneo, na percepção de seus professores. O estudo tem abordagem qualitativa, com coleta empírica e bibliográfica de dados, e o tratamento dos achados seguiu as orientações da Análise de Conteúdo. A atenção é fator fundamental para a aprendizagem, no entanto, o que se constata são comportamentos que levam ao questionamento sobre como as crianças do início da escolaridade agem em relação a ela em sala de aula. Os achados apontam para: a) com relação às causas da desatenção figuram problemas familiares, uso das tecnologias e a metodologia utilizada pelo professor; b) a atenção é considerada um pré-requisito no processo de aprender; c) os professores têm necessidade de chamar a atenção dos estudantes com grande frequência; d) o estudante atento é caracterizado participante e o desatento é mais apático; e) a representação dos professores sinaliza relação entre as tecnologias e a desatenção. Conclui-se que o professor precisa manter o olhar sensível e vigilante em sua prática e a forma como organiza e conduz a aula para reconstruir o planejamento e repensar suas estratégias sempre que necessário, no sentido de atender às características dos aprendizes que atende, em um movimento que colabore a uma melhor compreensão da epistemologia da aprendizagem.

[1] O projeto da pesquisa tramitou e foi aprovado em Comitê de ética sob o nº CAAE-51529115.4.0000.5351.

 

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Biografia do Autor

Arnaldo Nogaro, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI

Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001). Possui Mestrado em Antropologia Filosófica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1991) e graduação em Filosofia pela Faculdade Filosofia Imaculada Conceição (1987). Tem experiência na área de Filosofia, Antropologia Filosófica, Formação de Professores e Filosofia da Educação com ênfase em Fundamentos da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação, educação escolar, aprendizagem, docência universitária e formação docente. Atualmente é Pró-Reitor de Ensino da URI e professor titular dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - Campus de Erechim e Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação - Mestrado - do Campus de Frederico Westphalen. Membro do Conselho Editorial das Revistas Educação (UFSM), Perspectiva (URI- Erechim) , Cataventos (UNICRUZ - Cruz Alta), Revista de Pedagogia - FABE e Revista Eletrônica Vivências (URI). Coordenador Institucional do PARFOR - URI. Avaliador Institucional e de Cursos do INEP, conforme Portaria do MEC n 1.751, de 27 de outubro de 2006. Líder do grupo de pesquisa Ética e Educação, certificado pelo CNPq. Membro do Grupo de Pesquisa Núcleo de Estudos e Pesquisas em Políticas e Processos de Educação Superior - NEPPES . Autor dos livros: Teoria e saberes docentes (Edifapes, 2002), Primeira Infância: espaço e tempo de educar na aurora da vida (Edifapes, 2012) e Professor reflexivo: prática emancipatória? (CRV, 2015); As TICS nos labirintos da prática educativa (CRV, 2016); Neurociência Cognitiva para educadores: aprendizagem e prática docente no século XXI (CRV, 2016)

Hildegard Susana Jung, Universidade La Salle - Unilasalle - Campus Canoas / RS

Doutora em Educação pela Universidade La Salle - Campus Canoas e docente do Curso de Pedagogia nesta Universidade. Possui Mestrado em Educação pela URI - Campus Frederico Westphalen (2015), Pós-Graduação em Psicopedagogia Institucional (2009), e Graduação em Normal Superior pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (2007). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Orientação e Aconselhamento, e Coordenação de escolas de Idiomas. Linha de pesquisa: Gestão Educacional e Políticas Públicas da Educação, atuando principalmente nos temas: autonomia, gestão e participação democrática, currículo, avaliação e planejamento. Integrante do Grupo de Pesquisa em Educação – GPE/URI/FW e do Grupo de Pesquisa Gestão Educacional nos diferentes contextos - Unilasalle, é secretária e revisora da revista RIESup (Revista Internacional de Educação Superior). Tradutora da RIFP (Revista Internacional de Formação de Professores) e membro do conselho editorial das Edições Hipótese. Juntamente com Edite Sudbrack, é autora do livro "Educação e Formação Continuada: Uma análise do Pacto Nacional do Ensino Médio - Percalços, Desafios e Possibilidades", lançado em maio de 2016 pela editora CRV.

Estela Mari Santos Simões, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões-URI

Mestra em Educação pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões-URI. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Castelo Branco (2012). Pós-graduação em Psicopedagogia pela Universidade de São Paulo(2013). Atualmente orientadora de estudos do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, professora de didática no curso de magistério-nível médio e coordenadora pedagógica na rede estadual de ensino. Também desempenha a função de docente no Instituto Educacional Conexão Saber-IECOS, atuando nos cursos de Pós-Graduação em Neuropedagogia, Pós-Graduação em Neuropsicopedagogia e Pós-Graduação em Educação Interdisciplinar. É orientadora educacional Uninter-polo Palmeira das Missões.Tem experiência na área de educação anos iniciais, Ensino Médio e educação de jovens e adultos-EJA. Outras atuações mais significativas são nas áreas de: diversidade escolar, arte na educação básica, alfabetização de jovens e adultos, matérias pedagógicas, psicopedagogia institucional, apoio escolar para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, educação infantil e metodologias de ensino para os anos iniciais. Pesquisadora e conferencista na área de Neurociência Cognitiva aplicada a Educação.

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Publicado

01/12/2018

Como Citar

NOGARO, A.; JUNG, H. S.; SANTOS SIMÕES, E. M. O que representa a atenção para a epistemologia da aprendizagem na contemporaneidade? – a percepção docente. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 13, p. 2026–2040, 2018. DOI: 10.21723/riaee.unesp.v13.iesp3.dez.2018.10928. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/10928. Acesso em: 9 mar. 2021.

Edição

Seção

Artigos