Políticas públicas curriculares na formação do professor

Questões de diversidade na licenciatura em ciências humanas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v17i4.17173

Palavras-chave:

Formação inicial do professor, Políticas públicas, Proposta pedagógica curricular

Resumo

Este artigo tem como objetivo identificar possíveis contribuições das políticas curriculares a respeito das questões de gênero e diversidade sexual no desenho curricular da Licenciatura em Ciências Humanas ofertada por uma instituição de ensino superior federal, localizada na região metropolitana do estado de São Paulo. A fundamentação teórica está alojada no campo interdisciplinar da formação inicial de professores, aqui denominados como alunos-mestres, com interface entre as teorias do currículo e a análise do discurso francesa. A metodologia de pesquisa caracteriza-se como documental de abordagem qualitativa, partindo do princípio de que analisamos a Proposta Pedagógica Curricular (PPC) da referida licenciatura. As análises revelaram que os componentes curriculares que contemplam questões de gênero e diversidade em seu bojo ainda se encontram bastante embrionários, o que caracteriza uma política curricular em transição. Considera-se que esse seja um forte resquício de um currículo heteroformativo e fortemente tradicional, algo bastante latente nas políticas públicas brasileiras.

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Biografia do Autor

Thiago Luiz Sartori, Universidade Anhanguera de São Paulo (UNIAN), São Paulo – SP – Brasil

Docente. Doutorando em Mudança Social e Participação Política (USP).

Bruno Gomes Pereira, Universidade Anhanguera de São Paulo (UNIAN), São Paulo – SP – Brasil

Docente. Orientador do Instituto de Pesquisa e Educação Continuada (USP). Doutorado em Ensino de Língua e Literatura (Estudos Linguísticos) (UFT).

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Publicado

30/12/2022

Como Citar

SARTORI, T. L.; PEREIRA, B. G. Políticas públicas curriculares na formação do professor: Questões de diversidade na licenciatura em ciências humanas. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 17, n. 4, p. 2741–2757, 2022. DOI: 10.21723/riaee.v17i4.17173. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/17173. Acesso em: 8 fev. 2023.

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